NEUROPSICOLOGIA


A Neuropsicologia é uma interface ou aplicação da psicologia e da neurologia, que estuda as relações entre o cérebro e o comportamento humano, contudo praticamente dedica-se a investigar como diferentes lesões causam déficits em diversas áreas da cognição humana, ou tal como denominado pelos primeiros estudos nesse campo, estuda as funções mentais superiores, deixando áreas como agressividade, sexualidade para abordagens mais integrativas da fisiologia e biologia (neurobiologia, neurofisiologia, psicofisiologia, psicobiologia), ou melhor, da neurociência. Entre as principais contribuições desse ramo do conhecimento estão os resultados de pesquisas científicas para elaborar intervenções em casos de lesão cerebral, quando se verifica o comprometimento da cognição e de alguns aspectos do comportamento (ver deficiência mental). Atribui-se ao psicólogo canadense Donald Olding Hebb (1904-1985) a cunhagem do termo neuropsicologia.

A Neuropsicologia tem como objetivo principal obter a inferência das características estruturais e funcionais do cérebro e do comportamento em situações de estimulo e de respostas definidas, e o processo de avaliação é basicamente representados por meio de duas grandes questões:
1)
quais são as funções comprometidas?

2) que aspectos comportamentais podem minimizar essa expressão psicopatológica?

Com estes pontos em mente, podem ser avaliadas não somente as expressões comportamentais inadaptadas do paciente, decorrentes das manifestações sintomáticas da patologia, como também aquelas próprias de sua adaptação nos diversos contextos de sua vida. (ALCHIERI, João – Aspectos instrumentais e metodológicos da Avaliação Psicológica – 2004).

Destina-se: crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Algumas patologias que podem ser tratadas na área da Neuropsicologia: Hiperatividade / Impulsividade, Síndromes Autísticas, Epilepsia, Tumores Cerebrais, Declínio Cognitivo, Doença de Parkinson, Esclerose Múltipla, Envelhecimento da Memória, etc.

Avaliação neuropasicológica

A avaliação neuropsicológica faz-se via entrevista e testes, que podem ser agrupados em baterias fixas ou flexíveis, e exames psico fisiológicos, além de inventários e questionários que possam avaliar o humor, as condições sócios culturais, a qualidade de vida, entre outros. Esta avaliação deve ter como objetivo a possibilidade de descrever, de maneira mais completa possível, todas as capacidades cognitivas e comportamentais do paciente. Como resultado desse processo, autores como Lezak (1995) e Mãder (2002) assinalam que o relatório deve apontar tanto para os aspectos mais deficientes das características comportamentais, como para as competências do paciente nos planos da função intelectual, atenção, concentração, velocidade de processamento da informação, aprendizagem, memória, fala, percepção, funções executivas e visuo motoras. (ALCHIERI, João – Aspectos instrumentais e metodológicos da Avaliação Psicológica – 2004).

REABILITAÇÃO

O Objetivo da reabilitação cognitiva é corrigir ou minimizar os efeitos de déficits cognitivos genéricos, de forma que os pacientes encontrem meios adequados e alternativos para alcançar metas funcionais especificas (Bem-Yishay, 1981). A reabilitação cognitiva envolve não apenas a identificação dos déficits neuropsicológicos, mas também a aprendizagem de habilidades cognitivas e a elaboração de estratégias de tratamento para amenizar ou compensar as funções afetadas (McCoy, Gelder, VanHorn e Dean, 1997). O sucesso do programa de reabilitação cognitiva tem como meta central a reintegração do paciente junto ao seu ambiente social e profissional, no caso da criança a reinserção escolar (McCoy et al., 1997).