Infantil


Você pode não estar muito familiarizado com essa técnica, mas .  é uma técnica psicoterápica de abordagem infantil que se baseia no fato de que brincar é um meio natural de autoexpressão da criança. Durante as sessões de Ludoterapia é dada a oportunidade de a criança libertar os seus sentimentos e problemas através da brincadeira. É igual a terapia dos adultos, só que nessa os problemas são resolvidos a través da fala e com a criança, através do brincar. 

Os jogos e brincadeira permitem que a criança libere a tensão, frustração, insegurança e até mesmo a agressividade, medo e a confusão. Tudo isso sem que a criança se dê conta que tem todos esses sentimentos guardados. A Ludoterapia é uma poderosa terapia para que a criança aprenda a se expressar.

Os sintomas que faz com que os pais busquem a Ludoterapia são dificuldades de aprendizagem, insônia seguida por pesadelos, gagueira, agressividade, insegurança,agressividade, falta de limites, timidez em excesso e até mesmo desvios alimentares.Todos esses sintomas são o alerta de que algo não vai bem na vida da criança e de que ela precisa de ajuda especializada.


O que é Ludoterapia?

Ludoterapia é a adaptação do processo psicoterapêutico para o universo infantil, onde a brincadeira é a mais genuína forma de expressão. O objetivo da Ludoterapia é ajudar a criança, através dos brinquedos, a expressar com maior facilidade seus conflitos e dificuldades, o que ocorre de forma simbólica. “Brincando” com ela, o terapeuta é capaz de ajudá-la a ultrapassar os obstáculos que a impedem de integrar-se e adaptar-se adequadamente ao seu meio familiar e/ou social mais amplo. Através de desenhos, actividades projectivas, jogos, modelagem e outros recursos lúdicos, a criança representa os seus mundos internos, que inclui as situações que mais a afligem.

Por exemplo: Uma criança que coloca um boneco e uma boneca de plástico e simula uma luta entre ambos, ao mesmo tempo em que, aflito, pede que parem de lutar (atribuindo-lhes o papel de pai e mãe) certamente está a reproduzir uma cena muito conhecida sua ( http://educamais.com).

Como funciona a Ludoterapia?

O tratamento terapêutico fundamental está na capacidade do individuo em fazer uso construtivo de si mesmo para ser aplicável às crianças. Esse desafio é particularmente sentido neste campo, pois considera-se que as crianças estão, mas que os adultos, à mercê do seu ambiente. Apesar disso, verifica-se que as crianças tem muito mais capacidade para lidar consigo mesmas e com suas relações interpessoais do que habitualmente se lhe atribui. Uma relação em que a criança se possa sentir autenticamente aceita e respeitada, apesar de seus erros, parece ajudar essa capacidade latente a manifestar-se.

No método da Terapia pelo Jogo, a criança tem oportunidade de utilizar um espaço de tempo particular à sua maneira, dentro de limites amplos e em pequeno número. A criança tem a sua disposição materiais de jogo que se prestam como meios de expressão de suas necessidades, mas podendo colocá-los de lado se quiser. A convicção do psicólogo é que a decisão da criança de fazer ou não determinada coisa é mais benéfica do que a sua efetiva realização. Ampliam-se ao máximo as oportunidades de uma auto direção responsável da criança, de acordo com a teoria de que a sessão terapêutica é um bom lugar para começar a praticá-la.

Como na terapia de adultos, uma hipótese de base é que uma relação de aceitação, em oposição a uma apreciação positiva ou negativa, reduz a necessidade de atitudes defensivas, permitindo assim que a criança se atreva a explorar novas formas desentir e de se comportar. O psicólogo, devido a essa hipótese, não procura intervir no ritmo ou na direção da terapia, segue a criança em fez de guiá-la.

O objetivo do psicólogo é ver as coisas através dos olhos da criança, de modo a clarificar verbalmente os sentimentos que a criança exprimiu. Contudo, quando a criança se recusa a permitir qualquer acesso aos seus sentimentos íntimos, o psicólogo aceita essa recusa e não tente forçá-la. Não procura modificar a criança, mas unicamente tornar possível uma auto modificação, se a desejar e quando a desejar. Desta e de outras maneiras, o psicólogo procura comunicar o seu respeito subjacente pela criança tal como ela nesse momento é. A percepção por parte da criança dessa atitude do psicólogo vai ajudá-la a utilizar a relação com menos ansiedade. Parece ajudá-la a exprimir abertamente tanto os aspectos rejeitados como os aspectos aceitos de sua personalidade e a estabelecer com eles uma integração.

Os resultados são significativamente compensadores. Os êxitos são muitos, há alterações nas relações com o grupo de colegas ou com os pais, melhoria no trabalho escolar, etc.

Maria Cecilia Di Felippo Dupont – Psicóloga – CRP 50.562-2 – Região 6ª