FONOAUDIOLOGIA


O profissional de Fonoaudiologia atua sobre os entraves que impedem a comunicação oral ou escrita, associado ou não a comprometimento neurológico, tais como: troca ou omissão dos sons da fala; problemas de leitura e escrita; alterações da voz; gagueira, enfim, qualquer alteração que prejudique a comunicação e a aprendizagem.

Diagnóstico Fonoaudiológico
Identifica possíveis alterações fonoaudiológicas que possam interferir na saúde do paciente e assim encaminhar o processo terapêutico.
Destina-se a crianças (incluindo as portadoras de síndromes congênitas e/ou adquiridas), adolescentes e adultos.

O trabalho fonoaudiológico também engloba o desenvolvimento do tônus (força) e da mobilidade (movimento) dos órgãos fonoarticulatórios (OFA) para depois adequar as funções de sucção, mastigação, deglutição, respiração e caso seja necessário a fala.

Dentre os principais hábitos temos:

  • Respiração Oral: Respiração feita pela boca. Um adulto ou criança que respire pela boca terá como consequencia, mudança de postura necessária para respirar, maloclusão dentária, ou seja, poderá desenvolver uma mordida aberta e terra má posicionamento de língua.
  • Deglutição Atípica: maneira incorreta de deglutir, ou seja, engolir os alimentos.
  • Sucção digital e/ou de objetos: De todos os hábitos infantis a sucção de dedos e a chupeta parecem ser os mais freqüentes e os mais danosos para a oclusão. A época do aparecimento dos hábitos também tem significação. Aqueles que aparecem durante as primeiras semanas de vida são tipicamente relatados como problemas de alimentação. Muitas crianças, mais tardiamente, têm na sucção digital a libertação das tensões emocionais.

Uma das principais conseqüências deste hábito é a mordida aberta anterior, durante a sucção anterior. Durante a sucção digital, as contrações da parede bucal produzem, em alguns padrões de sucção uma pressão negativa dentro da boca resultante do estreitamento do arco maxilar.

As monoclusões surgidas podem ser auto corrigidas ao cessar o hábito, ou seja, se o padrão esquelético for normal, e o hábito for interrompido. Este hábito de sucção muitas vezes necessita de tratamento conjunto entre Fonoaudiólogo e Ortodontista.

  • Bruxismo: ranger os dentes ocorre na maioria das vezes devido á problemas emocionais.
  • Onicofagia: roer a unha está ligado à necessidade de morder e a um estado de ansiedade.

Ambos os hábitos têm como conseqüências: desgastes dentários e problemas na articulação temporo mandibular.

Destina-se a crianças (incluindo as portadoras de síndromes congênitas e/ou adquiridas), adolescentes e adultos.

ASSESSORIA PARA ESCOLAS

O fonoaudiólogo atua de forma preventiva, fornecendo subsídios que evitem os distúrbios da voz, aumentando a consciência quanto a sua capacidade vocal, corporal e sua própria atuação no ensino.

 

PROCESSAMENTO AUDITIVO (PAC)                       

Frequentemente nos deparamos com as queixas do tipo: “meu filho é desatento”, “só ouve o que interessa”, “tem dificuldade escolar”, “fala errado” ou “escuto, mas não entendo”, sem, entretanto haver queixa de diminuição de audição. Podemos estar diante de uma desordem do Processamento Auditivo. (Marone Ruggieri, Marisa).

 

“Processamento Auditivo Central é o termo utilizado para se referir à série de processos que envolvem predominantemente as estruturas do Sistema Nervoso Central: vias auditivas e córtex. A desordem deste processamento é um distúrbio da audição na qual há um impedimento na habilidade de analisar e/ou interpretar padrões sonoros”. (Pereira, 1997). São processos que envolvem habilidades de localização e lateralização sonora, discriminação auditiva, reconhecimento de padrões de sons, aspectos temporais da audição: resolução temporal, integração temporal, mascaramento temporal e ordenação temporal, identificação de sons degradados ou na presença de ruídos, além da memória e atenção (Asha, 1996). O que fazemos com o que ouvimos (Katz, 1962).


Sinais da criança com desordem do Processamento Auditivo Central

  • Dificuldade de compreender a fala em ambiente ruidoso.
  • Dificuldade de acompanhar a conversação em grupo.
  • Dificuldade em tarefas exclusivas de escuta.
  • Tempo de atenção encurtado.
  • Ansiedade demonstrada quando solicitada a prestar atenção.
  • Desatenção.
  • Dificuldade de localização dos sons.
  • Dificuldade de entender o que as pessoas dizem apesar de ouvir normalmente.
  • Baixo desempenho em habilidades de linguagem oral e escrita.
  • Comportamento impulsivo.
  • Desorganização